Aleitamento Materno

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Agosto Dourado
O Congresso Nacional sancionou recentemente uma lei que institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno e com isso passa a ser chamado Agosto Dourado.
Esta lei diz que no mês de agosto ações de conscientização e esclarecimentos a respeito da importância da amamentação com o intuito de reforçar que o ato de amamentar traz benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, e que estes benefícios perduram até a vida adulta da criança, reduzindo riscos de muitas doenças.
Para fechar esse mês com um laço de ouro (dourado… hehe) chamamos a consultora de aleitamento materno Mariana Lanna para escrever para a gente sobre a importância e benefícios da amamentação e como o sling pode ser um facilitador desse momento.

“Amamentar não é instintivo. E se é, com a vida de mulher moderna que conhece pouco seu corpo e a invasão da industria do leite artificial esquecemos como se faz. Amamentar é um aprendizado. É o primeiro desafio da dupla mamãe-bebê após o nascimento. E pode ser um processo difícil. Os fatores que fazem com que essa afirmação seja válida são de várias ordens: culturais, sociais, familiares e pessoais.

A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam que o leite materno deve ser o alimento principal do bebê até um ano de idade, e a amamentação exclusiva até os seis meses (ou seja, sem oferecer outros líquidos ou sólidos), isso porque o melhor alimento para o bebê humano é o leite humano.

Além disso, o aleitamento materno é uma forma de cuidado e estabelecimento de vínculo entre a mãe e bebê. Portanto se a mulher tem o desejo e fez a escolha pela amamentação, é bom ela poder contar com informação, um entorno que cuide e lhe dê suporte e ferramentas práticas que a auxiliem nesse processo.

Os estudos recentes e as evidências científicas sobre o tema apontam que durante esses seis primeiros meses de amamentação, ela deve ser realizada de acordo com a demanda livre do bebê. Ou seja, sem frequência, horários e duração determinada. Essa prática, por sua vez, demanda bastante da puérpera, que está às voltas com uma série de mudanças emocionais e também de ordem prática. Cuidar de um bebê é uma tarefa que demanda bastante investimento, físico e emocional.

Uma das ferramentas que pode auxiliar nesse processo de nutrição e adaptação à nova vida é o carregador de pano, ou o sling. Bebês de colo são assim chamados por um motivo bem óbvio. Eles devem ser carregados no colo. No entanto, conciliar o colo com as tarefas do cotidiano pode ser complicado de fazer sem auxílio.

Muitas populações antigas tinham o hábito de carregar os bebês no pano, dessa forma mantendo o bebê junto ao corpo e braços e mãos livres. Ao ficar junto do corpo da mãe ou do seu cuidador ambos se beneficiam de várias formas. A mãe, ou o cuidador, tende a ficar mais segura, pois está sempre sentindo o bebê, atenta a ele mesmo enquanto executa outras tarefas. Quanto ao bebê – em pleno desenvolvimento, os benefícios são vários, em diversos aspectos.

Ficar junto ao corpo da mãe proporciona, por exemplo, manter a glicemia (para os recém nascidos, mesmo os que ainda não mamaram) e a temperatura corporal. Contribui para a regulação da temperatura, frequência respiratória e frequência cardíaca. As evidências demonstram que bebês carregados dessa forma se agitam menos, pois o próprio movimento do corpo os embala.

Além desses benefícios a contenção proporcionada pelo sling os conforta, e os faz sentir abraçados constantemente, favorecendo o desenvolvimento físico, afetivo e emocional, já que após o nascimento a forma como as duplas estabelecem vínculos é por meio do contato físico e do cuidado básico.

A amamentação, especificamente, também é favorecida pelos uso dos carregadores de pano. Um dos motivos é porque eles permitem a proximidade do bebe à mãe pela estreita ligação estabelecida pelo contato entre os corpos, desencadeando com mais frequência o reflexo da ocitocina (um dos hormônios envolvidos na amamentação) no corpo da mãe.

Ainda, quando o bebê está junto ao corpo da mãe, é possível que os primeiros sinais de fome e desconforto sejam percebidos. Suas necessidades conseguem ser prontamente atendidas, muitas vezes antecedendo o choro – sinal tardio de desconforto e fator estressante tanto para o bebê quanto para a mãe ou cuidador. Dessa forma o bebê carregado no pano se sente mais seguro e tanto a amamentação quanto outros cuidados básicos podem ser realizados com mais tranquilidade, o que é extremamente benéfico para todos os envolvidos.

Além disso, o bebê precisa sentir a mãe, o cheiro da mãe – seu principal guia, para que ele decida mamar. Estar em contato constante com a fonte da sua nutrição favorece tanto o seu desenvolvimento quanto o estabelecimento do vínculo entre as duplas envolvidas. Tudo isso é facilitado se o bebê está em uma situação em que ele é visto e sentido constantemente, pela sua mãe, ou pelo cuidador responsável por essas práticas.

Mesmo o bebê que por qualquer motivo tome fórmula pode se beneficiar do uso do sling para esse momento. Inclusive possibilitando ao pai que esteja ativo nesse momento, estreitando vínculos e participando da criação de forma efetiva.

Essas são algumas razões que justificam a promoção do babywearing e a adesão de tantas mães ao uso do Sling.

Mães, bebês, cuidadores e a família de forma geral só têm a se beneficiar com ele!”

Mariana Lanna é Psicóloga Perinatal, Consultora em Aleitamento Materno e Cuidados com o Recém Nascido. Faz parte da equipe Taperá.

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